terça-feira, janeiro 21, 2014

COMO NUMA MÚSICA,SEM SER NADA INFINITA

A MENINA DE PALAVRAS
Já estava de noite e como de costume eu  ali sentada naquela cadeira nada confortável,com os olhos vidrados na tela do notebook,os pensamentos distantes e a música invadindo minha alma,sim,eu sentia como se ela fosse algo tão forte e ao mesmo tempo tão sereno,mas capaz de me invadir por dentro.Era uma noite qualquer,isso era bom eu gostava daquele céu negro,ele era tão gentil que deixava transparecer apenas o brilho das estrelas.Mesmo na cidade,era lindo,uma amizade perfeita entre lua,estrela e anoitecer.

Todos meus sentidos pareciam se concentrar naquele momento,era a música em minha parte preferida: "Um mundo onde a verdade é o avesso E a alegria já não tem mais endereço". Não era apenas uma frase nem apenas uma música,não era.Eu me irritava porque as pessoas não compreendiam que aquilo não era legal,legal é um elogio fúnebre,pra mim aquilo era profundo,não era apenas uma música fazendo seu papel de música,eram palavras que me levavam pra longe,eu gostava daquilo.Gostava de tentar compreender aquele enigma,pra falar a verdade eu gostava de ser diferente.Eu gostava quando as pessoas me olhavam e diziam você é diferente,eu nem cogitava perguntar o que aquele DIFERENTE significava,por mim tudo bem.Na escola diziam que eu era madura com os poucos anos que tinha,na rua eu saia e me olhavam DIFERENTE,eu sempre gostei de me arrumar,era vaidade confesso e me fazia bem,ou faz.Quando todos estavam tentando ser iguais,quando todos sentiam a necessidade de se assemelhar aos outros pra se encaixar nos padrões,eu só queria ser aquela garota.
Não é que ser diferente é normal,bom eu nunca quis mesmo ser normal,ser igual.Eu queria ser do meu jeito,ouvir minhas músicas,escrever meus textos.Essa era única liberdade que eu desejava.Eu nem queria um infinito,por mim eu poderia ser um pequeno infinito,só queria fazer daquele tempo valioso,só queria ser um alguém que ajudasse alguém.Só isso me fazia ser diferente,uns olhavam como bom,uns olhavam e achavam estranho,de certo pensavam: "o que há naquela menina?",eu queria que perguntassem,pois sempre desejei responder que eu não gostaria de ser música previsível,eu não gostaria de ser uma letra sem graça.Eu queria ser como as letras do Renato Russo,profundas e que te levam a pensar,te levam a ter vontade de compreender sobre essa vida,embora ela pareça grande é pequena e nada infinita.
Desculpem-me por perder o foco de vez em quando,mas tudo que eu desejava nesse momento era poder estar do lado de fora,era poder me ver como todos me vêem,engraçado isso não?Convivemos com nosso eu 24 horas,mas somos tão volúveis que nossa cérebro não é capaz de ter algo concreto sobre nós.Bom,eu sou meu cérebro e ele sou eu,mas me parece estranho.É estranho estar falando de mim como se eu tivesse do lado de fora das palavras,como se tudo não fosse eu.Talvez por isso as palavras me pareçam tão escassas agora,tudo parece simples,mas somos complicados,somos humanos isso justifica?Na verdade nossos erros não deveria se justificar com a desculpa de sermos humanos.Nem sei se foi o tempo,mas algo carregou a palavra "HUMANOS" de impurezas.E por mais que eu o seja,não quero ser uma palavra ruim,eu nem sei bem o que eu quero.Só sei mesmo do que não gosto.
Gabih Borges,ainda não esta disponível em dicionários,ela é um pequeno infinito com grandes palavras.Sim,minha melhor definição é quando lhe digo SOU DIFERENTE,entenda como quiser.Nem sei se podemos compreender a complexidade.

4 comentários:

  1. q texto lindo,... Meu deus, posso perguntar, vc tem qts anos ??

    Bjuuu
    Juliana Medeiros
    umabonecamasnaodeporcelana.blogspot.com.br
    facebook.com/UmaBonecaMasNaoDePorcelana

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    1. Oooooi Juliana!Aain sério que gostou?Isso me deixa muitOoo feliz hahahaha,ah e eu tenho 13 anos...daqui alguns dias 14!

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  2. Eu me identifiquei super com esse texto! Gosto de ser eu mesma, mesmo que isso não seja "normal" aos olhos de outros.
    Beijocas, e amei seu cantinho.
    Seguindo ♥♥

    http://dearitgirl.blogspot.com.br/

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    1. Oooi Marcela!Jura?Nossa é tão importante ler isso,fico feliz que tenha se identificado com minhas palavras!Afinal,o que importa se as pessoas nos acham "anormal",independente da opinião delas,somos nós que estaremos vivendo essa vida,não é?
      Beijoos <3

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